Perfil
BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos











Histórico

- 01/12/2009 a 31/12/2009
- 01/11/2009 a 30/11/2009
- 01/10/2009 a 31/10/2009
- 01/09/2009 a 30/09/2009
- 01/08/2009 a 31/08/2009
- 01/07/2009 a 31/07/2009
- 01/06/2009 a 30/06/2009
- 01/05/2009 a 31/05/2009
- 01/04/2009 a 30/04/2009
- 01/03/2009 a 31/03/2009
- 01/02/2009 a 28/02/2009
- 01/01/2009 a 31/01/2009
- 01/12/2008 a 31/12/2008
- 01/11/2008 a 30/11/2008
- 01/10/2008 a 31/10/2008
- 01/09/2008 a 30/09/2008
- 01/08/2008 a 31/08/2008
- 01/07/2008 a 31/07/2008
- 01/06/2008 a 30/06/2008
- 01/05/2008 a 31/05/2008
- 01/04/2008 a 30/04/2008
- 01/03/2008 a 31/03/2008
- 01/02/2008 a 29/02/2008
- 01/01/2008 a 31/01/2008

Buscador de Mensagens
Busca apenas neste Blog





Siga-me / Follow me

Siga/Follow Belas Mensagens http://twitter.com


Recomendados

- UOL +
- UOL BLOG
- LAYOUTS & TEMPLATES
- As mais lindas imagens
- Contos da Rosa
- Gostos Pessoais
- Luis Carlos Mordegane
- Rosangela Aliberti
- Cesar Veneziani em Poesia
- Vinicius de Moraes (Oficial)
- Blog Clarice Lispector
- Jakeline Magna
- Martha Medeiros - BLOG
- Palavra Aguda
- A Arca dos Contos
- Finas Joias
- Tânia - Blue Sapphire
- Mensagens & Etc...
- A Torre Mágica
- Como quem escreve com sentimentos
- Dia-a-dia com a Vivian
- Diário de Tropikanna
- 4shared
- Cristiny On Line
- My Flash Fetish
- FotoFlexer
- Mp3 Codex
- Hi5 Style
- Write on it
- Deefunia
- Photofunia
- LoonaPix
- Dicas para blogs
- Recado Fofo
- We Heart it




Votação / Participo

- Dê uma nota para meu blog


UOL

Indique esse Blog



Central Blogs





Gazeta dos Blogueiros
Destaque 17/12/2009


Visitantes

online



free counters




Link Belas Mensagens




Award Belas Mensagens








O Holy Night



Sites e Blogs Amigos



Gazeta dos Blogueiros





















Presentes Recebidos




VejaBlog - Seleção dos Melhores Blogs/Sites do Brasil


















































Feliz Natal


Gregório de Matos e Guerra (1636 ? - 1696)

REPROVAÇÕES

Se sois homem valoroso,
Dizem que sois temerário,
Se valente, espadachim,
E atrevido, se esforçado.

Se resoluto, - arrogante,
Se pacífico, sois fraco,
Se precatado, - medroso,
E se o não sois, confiado.

Se honesto sois, não sois homem,
Impotente, se sois casto,
Se não namorais, fanchono,
Se o fazeis, sois estragado.

Se não luzis, não sois gente,
Se luzis, sois mui pregado,
Se pedis, sois pobretão,
E se não, fazeis Calvários.

Se andais devagar, mimoso,
Se depressa, sois cavalo,
Mal encarado, se feio,
Se gentil, efeminado.

Se falais muito, palreiro,
Se falais pouco, sois tardo,
Se em pé, não tendes assento,
Preguiçoso, se assentado.

E assim não pode viver
Neste Brasil infestado,
Segundo o que vos refiro
Quem não seja reprovado.

Gregório de Matos

In: Poemas Satíricos - Gregório de Matos
Ed. Martin Claret, 2002

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 10h47
[ ] [ envie esta mensagem ]





Sinto sua falta!

Em todos os momentos de minha vida, sinto sua falta.
Sinto sua falta quando a noite silencia e neste quarto
vazio o meu pranto morre em silêncio.
Sinto falta das noites em que olhava para a lua e via o
teu coração procurando o meu.
Sinto falta do seu amor, das noites que nos amamos e
do seu coração pulsando forte junto ao meu.
Sinto sua falta em cada amanhecer da vida.
Sinto falta das tuas doces palavras, que ainda que
distantes, me faziam sonhar.
Sinto falta do teu olhar que me dizia tudo o que precisava
ouvir.
Sinto falta de seu toque em meu corpo, do carinho suave
em minha face e de todas as juras de amor.
Sinto tanto a sua falta que quase esqueci o quanto sentia
falta de mim.
Sinto falta dos nossos momentos...
Sinto falta, de ti em mim!

Andréa R. Costa

Escrevo aquilo que não posso dizer, pois meu coração
não cala.

Fonte: http://www.euautor.com.br/obra_mostra.asp?IDTexto=15010&IdTipo=5&IdCat=17  

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 10h18
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Há duas maneiras de espalhar a luz:
ser a vela ou o espelho que a reflete."

Edith Wharton

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h18
[ ] [ envie esta mensagem ]





Bolero de Ravel

A alma cativa e obcecada
enrola-se infinitamente numa espiral de desejo
e melancolia.
Infinita, infinitamente...
As mãos não tocam jamais o aéreo objeto,
esquiva ondulação evanescente,
Os olhos, magnetizados, escutam
e no circulo ardente nossa vida para sempre está presa,
está presa...
Os tambores abafam a morte do Imperador

Carlos Drummond de Andrade

In: Carlos Drummond de Andrade - Poesia Completa
Sentimento do Mundo
Editora Nova Aguilar
p. 76



- Postado por: Rodrigo às 00h15
[ ] [ envie esta mensagem ]





Mon coeur est plein
 - je veux pleurer! *

LAMARTINE

________________________

Sossega, coração! Não desesperes!

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa
2-8-1933

In: Poesias Inéditas

 Esta mensagem para Orkut: 

* Meu coração está carregado
- quero chorar!



- Postado por: Rodrigo às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]





O Espelho

(...) "Em primeiro lugar, não há uma só alma, há duas... Nada menos de duas almas. Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade; podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; — e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira..."

Machado de Assis

In: Contos Escolhidos
Seleção e Apresentação – Roberto Alves
Ed. Klick, 1999
p. 22



- Postado por: Rodrigo às 00h07
[ ] [ envie esta mensagem ]





Rios sem discurso

Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma;
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.

O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloqüência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase e frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.

João Cabral de Melo Neto

In: A educação pela pedra e depois.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1997, p.21.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





Esse texto NÃO É de Fernando Pessoa, até então...

O valor das coisas

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis!

Autoria Desconhecida, até então

Nota: Sem nenhum referencial bibliográfico, tanto para Fernando Sabino, como para Fernando Pessoa. Como de costume, o site "Mais Você" da Rede Globo veicula mais um texto com autoria errada (http://anamariabraga.globo.com/mensagens.asp?id1=245&cat1=50010). Vamos ver até quando este ficará no ar...

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 21h14
[ ] [ envie esta mensagem ]





Eu quero um sapato vermelho

Venho tentando lapidar meus dias, a fim de que eles se tornem mais concretos e iguais. Vivo a ditadura da realidade porque me disseram que é preciso. De tanto ouvir essa "verdade" acabei aceitando a premissa, mas aceito-a em parte.

Desde que eu resolvi parar de discutir com quem não entende, faço uma escolha criteriosa de almas. É quase um instinto de sobrevivência fingir, em certas situações, que eu não vejo o lado extraordinário das coisas que me acontecem.

Às vezes eu tenho problemas com essa dualidade. Eu não costumo estar. De uma forma muito simples e imediata, eu sou. É difícil disfarçar tudo que essa condição me traz. Mas aprendi que às vezes, sim, é preciso.

Sonho com um dia em que eu possa apenas ser. Sem dor. Sem culpa. Sem cobranças. Sem mal-entendidos. Sem desencontros. Sem desencanto. Além do arco-íris, talvez seja verdadeiramente permitido.

Enquanto isso de vez em quando eu fico triste.

Eu já encontrei os tijolos amarelos, mas ainda preciso que a fada me dê os sapatos de rubi, para evitar alguns desvios.

É bom que algo incomode vez ou outra. Mas hoje eu só queria proteção para pisar forte e sem medo nesse chão que eu descobri. Não quero perguntas nem respostas. Só pretendo continuar... É preciso.

Mayane Eccard

(10.02.2008)

Fonte: http://paraquandoeumedeixoler.blogspot.com/ 

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h22
[ ] [ envie esta mensagem ]





Dulce est desipere in loco

Medo de amar

Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor

Vinicius de Moraes

In: "Poesia completa e prosa: 'Cancioneiro' "

 Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

 Interpretação de Chico Buarque:

http://www.youtube.com/watch?v=f1ADgqtU6Zs

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]





 

"Aquele que fala irrefletidamente,
assemelha-se ao caçador que dispara sem apontar."

Montesquieu


____________________

Quero saber se você vem comigo

Quero saber se você vem comigo
a não andar e não falar,
quero saber se no fim alcançaremos
a incomunicação; por fim
ir com alguém a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objeto terrestre
e não ter nada que trocar
por fim, não introduzir mercadorias
como faziam os antigos colonizadores
trocando baralhinhos por silêncio.
Pago aqui eu por teu silêncio.
De acordo, eu te dou o meu
com uma condição: não nos compreender.

Pablo Neruda

In: Últimos Poemas
(O Mar e os Sinos)

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

 Mensagem de Montesquieu para Orkut: 

 

 Mensagem de Pablo Neruda para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h12
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Uma das formas de se exercitar e praticar a simplicidade
é não criar expectativas antes dos eventos,
não complicar as coisas durante os acontecimentos
e não remoer algo que já passou.
Quem vive premeditando,
com expectativa aumentada,
 perde a simplicidade e a paz interior."

Wu Jyh Cherng

In: Viver com Sabedoria
- Seleções do Reader's Digest

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]





“Os homens que não se preocupam com o futuro, cedo terão problemas”

Confúcio

In: Analectos, Cap. XV, Verso 11.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]





Fernando Pessoa

XL - PASSA UMA BORBOLETA

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.

Alberto Caeiro (1889-1915)

In: O Guardador de Rebanhos e Outros Poemas
Fernando Pessoa
Seleção e introdução de Massaud Moisés
Ed. Cultrix - 4a Edição, 1993.

Um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase alguma, só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia avó. Morreu tuberculoso. Mas é Alberto Caeiro quem afirma: "Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama. Nem por que ama, nem o que é amar..."

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h46
[ ] [ envie esta mensagem ]





É hora da virada

Pode ir se preparando, se arrumando
que agora eu quero mesmo te desarrumar
Pode ir me aguardando eu tô chegando
E tô com tudo pronto pra te incendiar
O amor tá me seguindo, me botando na parede
E agora não tem jeito eu vou acelerar
Eu vou chegar com tudo, vou te pegar de jeito
Você não vai ter tempo nem pra respirar

Mas eu não vou te esperar, se você não resolver
Se tem medo de me acompanhar
Pode deixar, eu me mando sem você

Eu já gritei, eu me arrisquei,
Eu me queimei, eu fiz de tudo
Eu me pus no seu lugar,
E se você não responder não fico mais nenhum segundo
Nada vai me segurar.

Não vai ficar marcando passo,
Me diz agora se você vem comigo ou se vai ficar
Eu já tô largando tudo, caindo fora
Nada mais me prende aqui nesse lugar
Tô mudando o meu destino
Joguei fora o que não presta
Agora eu quero mesmo eu vou enlouquecer
É hora da virada partir pro tudo ou nada
Eu não tô com nem um tempo pra perder...

Ana Carolina / Totonho Villeroy / Eugênio Dale

In: Estampado, 2003 - Grav. BMG

 

http://www.youtube.com/watch?v=O-G4wl3Y1-w



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Cães amam seus amigos e mordem seus inimigos,
bem diferente das pessoas, que são incapazes
de sentir amor puro e têm sempre que misturar
amor e ódio em suas relações."

Sigmund Freud

_________________

Abraça-me

Abraça-me
porque o tempo passa e não retorna.
Aperta-me em teus abraços
Antes que eu me arrependa.
O tempo nunca se mostrou amigo,
Abraça-me e me faz esquecer o tempo.
 O tempo esquece os sonhos
e passa por cima dos planos
e nossos sonhos se perdem.
O tempo passa e não volta o mesmo.
Abraça-me antes que tudo seja esquecido.
Aperta-me em seus braços
Antes que o lamento chegue.
Eu quero estar em seus braços
Para que o tempo passe por nós
Deixando-nos para sempre juntos...

Autoria Desconhecida

Fonte: Mensagens Perfeitas (http://amandaprates.zip.net/)

 Mensagem de S. Freud para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 20h13
[ ] [ envie esta mensagem ]





Conclusões de Aninha

Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.

O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?

Donde se infere que o homem ajuda sem participar
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
"A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar."
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra.

Cora Coralina

Texto extraído do livro "Vintém de cobre - Meias confissões de Aninha", Global Editora — São Paulo, 2001, pág. 174.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 01h23
[ ] [ envie esta mensagem ]





Meus dias foram aquelas romãs brunidas

Meus dias foram aquelas romãs brunidas
repletas de cor e sumo e doçura compacta.
Foram aquelas dálias, redondas colméias
cheias de abelhas, de vento e de horizontes.
Meus dias foram aquelas negras raízes
escravas, caminhando por humildes subterrâneos.
Foram aquelas rosas duramente construídas
e logo sopradas por lábios displicentes.
Ah! meus dias foram aqueles sóbrios cactos
de raríssima flor encravada em coroas de espinhos.
Meus dias foram estes altos muros robustos,
este peso de enormes pedras, este cansado limite,
onde pousavam solidões, palavras, enganos
com o brilho, a inconstância desta incerta borboleta.

Cecília Meireles

In: Poesias Completas de Cecília Meireles
v. VIII
Civilização Brasileira, 1979
p. 66

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 01h00
[ ] [ envie esta mensagem ]





In Memoriam

I
Seus poemas desenhavam seu fino hastil
suas corolas vibrantes como pequeninas violas
(ou era a vibração incessante dos grilos?)
seus poemas floriam na tapeçaria ondulante dos
prados
onde os colhia a mão das eternamente amadas
(as que morreram jovens são eternamente amadas...)

II
Seus poemas,
dentre as páginas de um seu livro,
apareciam sempre de surpresa,
e era como se a gente descobrisse uma folha seca
um bilhete de outrora
uma dor esquecida
que têm agora o lento e evanescente odor do
tempo...

III
E seus poemas eram, de repente, como uma prece
jamais ouvida
que nossos lábios recitavam - ó temerosa delícia!
como se, numa língua desconhecida,
sem querer, falassem
da brevidade
e da
eternidade da vida...

IV
Ah, aquela a quem seguiam os versos ondulantes
como dóceis panteras
e deixava por todas as coisas o misterioso reflexo
do seu sorriso;
e que na concha de suas mãos, encantada e aflita
recebia
a prata das estrelas perdidas...

V
Nem tudo estará perdido
enquanto nossos lábios não esquecerem teu nome:
Cecília...

Mario Quintana

Mario Quintana - Poesia Completa
Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
Editora Nova Aguilar
p. 455-6

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 03h22
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte Final

“Eleve os honestos sobre os malfeitores, e terá apoio do povo. Eleve os malfeitores sobre os honestos e não terá apoio do povo.”

Confúcio

In: Analectos, Cap. II, Verso 19

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 03h14
[ ] [ envie esta mensagem ]





Amor Outono

Faz-nos sonhar
Amor outono
Gracilmente como folhas rubras.
A senda plena de secos sonhos,
Secas folhas, secos gritos;
Mas em um instante
O vento mergulha e urde,
Limpa a rua,
Caindo dos céus
Um beijo de amor não retribuído.

Nikesh Murali

In: Amor Outono, 2003.
Tradução: Teotonio Simões
Rowepublishing



- Postado por: Rodrigo às 03h11
[ ] [ envie esta mensagem ]





Geometria dos Ventos
 
Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos
nem linguagem específica, não respeita
sequer os limites do idioma. Ela flui, como
um rio.
como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi
escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada -
feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável
da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição humana
exacerba,
até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia.
Sim, é o encontro com a Poesia.

Rachel de Queiroz
 
Poesia feita em homenagem ao poema "Geometria dos Ventos" de Álvaro Pacheco

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 16h00
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 15

“O homem nobre não procura saciar-se comendo, não procura facilidade em viver, é rápido em seus negócios e prudente ao falar, e conserva a retidão daqueles que estão no caminho. Ele pode ser considerado devoto ao aprendizado.”

Confúcio

In: Analectos, Capitulo 1, Verso 14.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h10
[ ] [ envie esta mensagem ]





O trecho final deste texto NÃO É de Fernando Pessoa!


O medo: o maior gigante da alma

Para quem tem medo, e a nada se atreve, tudo é ousado e perigoso. É o medo que esteriliza nossos abraços e cancela nossos afetos; que proíbe nossos beijos e nos coloca sempre do lado de cá do muro. Esse medo que se enraíza no coração do homem impede-o de ver o mundo que se descortina para além do muro, como se o novo fosse sempre uma cilada, e o desconhecido tivesse sempre uma armadilha a ameaçar nossa ilusão de segurança e certeza.

O medo, já dizia Mira Y Lopes, é o grande gigante da alma, é a mais forte e mais atávica das nossas emoções. Somos educados para o medo, para o não-ousar e, no entanto, os grandes saltos que demos, no tempo e no espaço, na ciência e na arte, na vida e no amor, foram transgressões, e somente a coragem lúdica pode trazer o novo, e a paisagem vasta que se descortina além dos muros que erguemos dentro e fora de nós mesmos.

E se Cristo não tivesse ousado saber-se o Messias Prometido? E se Galileu Galilei tivesse se acovardado, diante das evidências que hoje aceitamos naturalmente? E se Freud tivesse se acovardado diante das profundezas do inconsciente? E se Picasso não tivesse se atrevido a distorcer as formas e a olhar como quem tivesse mil olhos? "A mente apavora o que não é mesmo velho", canta o poeta, expressando o choque do novo, o estranhamento do desconhecido.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Teixeira de Andrade

Fernando Teixeira de Andrade é professor de Literatura do Colégio e Curso Pré-Vestibular do Objetivo, e escritor.

In: O medo: o maior gigante da alma. s/e, s/d.

 Último parágrafo deste texto para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h05
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 14

“Exaltar a virtude é advogar pela lealdade e a integridade, e permitir a retidão. Engano é desejar que um homem viva para sempre quando você o ama e, desejar que um homem morra quando você o odeia... ou tendo desejado que viva para sempre, deseja que morra. Não há enriquecimento, só empobrecimento.

Confúcio

In: Analectos, Cap. XII, Verso 10.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 02h01
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Os tristes acham que o vento geme.
Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta."  (AD)

_____________________

OS VENTOS 

Não há, nos ventos, 
a liberdade da morte, 
embora sejam implacáveis e 
jamais perdoem as folhas secas. 
 
Todos os ventos têm nome 
mas não se conhece nenhum 
de perto, embora 
se agarrem a você 
e desorganizem a harmonia. 
 
Os ventos não têm forma 
mas sabemos todas as suas aspirações 
e os seus amores com o mar e as árvores. 
 
Os ventos não têm a liberdade da morte 
diluídos na essência 
do que nunca aconteceu. 

Álvaro Pacheco 

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 01h57
[ ] [ envie esta mensagem ]





POEMA DO NADADOR

A água é falsa, a água é boa.
Nada, nadador!
A água é mansa, a água é doida,
aqui é fria, ali é morna,
a água é fêmea.
Nada, nadador!
A água sobe, a água desce,
a água é mansa, a água é doida.
Nada, nadador!
A água te lambe, a água te abraça
a água te leva, a água te mata.
Nada, nadador!
Senão, que restará de ti, nadador?
Nada, nadador.

Jorge de Lima

In: Novos Poemas
Poemas escolhidos/ Poemas  negros
Editora Nova Aguilar

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 01h51
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 13

“Durante a vida de seus pais, não viaje longe. Se uma viagem deve ser feita, deve-se dizer o seu rumo.”

Confúcio

In: Analectos, Cap. IV, Verso 19.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h22
[ ] [ envie esta mensagem ]





 

Velho Tema II

Eu cantarei de amor tão fortemente
Com tal celeuma e com tamanhos brados
Que afinal teus ouvidos, dominados,
Hão de à força escutar quanto eu sustente.

Quero que meu amor se te apresente
- Não andrajoso e mendigando agrados,
Mas tal como é: risonho e sem cuidados,
Muito de altivo, um tanto de insolente.

Nem ele mais a desejar se atreve
Do que merece: eu te amo, e o meu desejo
Apenas cobra um bem que se me deve.

Clamo, e não gemo; avanço, e não rastejo;
E vou de olhos enxutos e alma leve
À galharda conquista do teu beijo.

Vicente de Carvalho

Poema extraído do livro "Poemas e canções", Ed. Saraiva - São Paulo, 1965.

 Esta mensagem para Orkut: 

Tradução da frase de cartão: "O amor é simples, o amor está aqui, o amor é simplesmente maravilhoso"



- Postado por: Rodrigo às 00h14
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Às vezes construímos pequenos sonhos
Em cima de grandes pessoas e, descobrimos,
Que grandes eram os sonhos e, as pessoas
Pequenas demais para torná-los reais."

________________

Cogito

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível

eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora

eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim

eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.

Torquato Neto

O poema acima foi publicado no livro "Os Últimos Dias de Paupéria", Max Limonad - Rio de Janeiro, 1973, e  selecionado por Ítalo Moriconi para figurar no livro "Os cem melhores poemas brasileiros do século", Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 269.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

 Mensagem do topo para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]





Belas Mensagens: 50.000 visitas!

Após 7 meses, não poderia deixar passar em branco esta marca. Hoje o blog alcançou 50.000 visitas!

Para quem no início queria apenas um espaço para arquivar textos que recebia com autoria meio duvidosa e postá-los corretamente, essa marca representa um incentivo enorme para mim. Quando o criei jamais pensei que tantas pessoas passariam aqui diariamente, já que fazer propaganda, parcerias desesperadas, votações duvidosas e status nunca foram a alma deste espaço e nem o meu objetivo. E, sim, o trabalho árduo, dedicação e sempre uma boa mensagem para citar e, nunca desvirtuar-se do objeto principal deste blog – as belas mensagens. Mas por que postar mensagens de outros autores seria tão árduo? Pelo simples fato de existirem pouquíssimas fontes fidedignas na internet que se preocupam em repassar a autoria correta, dando os verdadeiros créditos aos devidos escritores. Hoje, há uma enorme disseminação de textos falsos por “blogueiros CRTL+C e CRTL+V”, e-mails em pps, nas comunidades criadas para os próprios escritores no Orkut e até mesmo através da mídia (exemplo: frases e textos do programa e do site “Mais Você” da Rede Globo). Discuta. Duvide sempre de tudo, principalmente quando lhe mandarem um Mario Quintana, Charles Chaplin, M. Gandhi, Carlos Drummond de Andrade, W. Shakespeare, Clarice Lispector, Luis Fernando Veríssimo, Chico Xavier, Arnaldo Jabor etc.

 

Principalmente, gostaria de agradecer do fundo do coração a todos aqueles que dedicaram o seu tempo, por menor que seja, para visitarem meu blog, fazendo sugestões, críticas ou elogios. Espero poder compartilhar inúmeras outras marcas com vocês. Muito obrigado por tudo!



- Postado por: Rodrigo às 00h26
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 12

“Refeições simples, água para beber, o cotovelo dobrado como travesseiro: aí está a felicidade. As riquezas e a posição sem integridade são para mim como as nuvens que flutuam.”

Confúcio

In: Analectos, Cap. VII, Verso 15.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h20
[ ] [ envie esta mensagem ]





PALAVRA CALADA

E ma yawonso ivwidi nsungi andi;
 e bila yawonso kunsi ezulu ina ye ntangwa yafwana.
...ntangw’a butama ye ntangw’a vova

Kimpovi 3:1/3:7 (Eclesiastes)*

A palavra é a matéria,
O silêncio é o espírito;
A palavra é o corpo,
O silêncio é a alma;
A palavra é o dia,
O silêncio é a noite;
A palavra é a vida,
O silêncio é a eternidade

Somos reféns do que falamos,
Somos donos do que calamos

A palavra é armadilha,
O silêncio é sensatez;
A palavra é o vestuário,
O silêncio é a nudez.
A palavra é a revelação,
O silêncio é a surpresa;
A palavra é o anúncio,
O silêncio é o segredo;
A palavra é a música,
O silêncio é a saudade;
A palavra é a prece,
O silêncio é a meditação;

Somos condenados pelo que falamos;
Nos condenamos pelo que calamos

A palavra é a flor,
O silêncio é o embrião:
A palavra é a vaidade,
O silêncio é a moderação;
A palavra é a moldura,
O silêncio e a pintura;
A palavra é grande – diz alguma coisa,
O silêncio é maior – diz tudo ou nada

Falar nunca será defeito
Mas saber calar será sempre virtude!

Talapaxi

Do livreto: “Trapos & Farrapos
Parte 2 – DO DESTINO
2007, p. 10-11

N. Talapaxi S. nasceu em Angola, na longíqua localidade de Maquela do Zombo. Artesão, reside há 15 anos no Brasil, escreve poesias nas horas vagas. Livretos: “Trapos & Farrapos Parte1 (2006) e Parte 2 (2007); estão no prelo “Jesus Cristo é negro...” e “Salmos de um apaixonado Parte I” (2007).

Nota: *Citações em língua Kikongo / Norte de Angola

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h08
[ ] [ envie esta mensagem ]





NASCER

Nascer
outra e outra vez
indefinidamente
Como planta sempre nascendo
da primeira semente;
pensar o dia bom
até criar claridade
e nela descobrir
a primeira sílaba
da primeira canção.

Carlos Drummond de Andrade

In: Poesia Errante
7ª. ed., Editora Record 1996
p. 77

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h21
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 11

“Não falar com um homem digno de conversa é desperdiçar o homem. Falar com um homem que não é digno de conversa é desperdiçar palavras. Os sábios não desperdiçam nem homens nem palavras.”

Confúcio

In: Analectos, Cap. XV, Verso 7.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h11
[ ] [ envie esta mensagem ]





Admite

Lamento admitir, mas o Nelson Rodrigues tem razão, o amor não morre. Nunca. Por mais que o enterremos, o afoguemos, tentemos esfaqueá-lo, esquartejá-lo ou incinerá-lo, ao contrário do frágil ódio, o amor perdura. O amor que foi continua sendo. Mesmo se a decepção, a traição, o rancor, o ciúme, o egoísmo ou a morte tenham destruído um relacionamento, o amor que um dia aconteceu é para sempre.

Podes sentir ciúme dos “ex”s de tua amada. Aqueles que passaram pela vida dela carregam um todo dessa mulher que tu nunca vais ter. Do mesmo modo, as ex-namoradas de teu marido das quais você “roubou” o cargo de esposa, roubaram de ti românticos capítulos da juventude desse homem que jamais terás. Mesmo que hoje ele as odeie, as despreze e nunca mais as veja, um todo de cada uma delas está presente nele. Para sempre.

Quem pode roubar de nós o primeiro beijo roubado? O primeiro é o primeiro. Se tu não foste o autor do primeiro, tu serás, no máximo, o primeiro de língua, o primeiro na padaria, o primeiro com aparelho nos dentes... O primeiro mesmo, meu caro, já foi e dela ninguém tira. Admite.

Admite o quão verdadeiros foram as confissões babacas ao pé-do-ouvido, as primeiras flores recebidas, as fugas e desculpas para ver o “grande amor da minha vida”, o beijo flagrado naquela tarde embaixo da mangueira e que só foi o que foi porque teve um beijo, um abelhudo e uma mangueira que jamais voltarão. Não precisam. São eternos. Ainda que o amado tenha sumido, o abelhudo, morrido e a mangueira, sido cortada.

Admite que teu amado de hoje foi aprimorado pelas outras mulheres que ele amou. Que as flores que recebes hoje são filhas do primeiro buquê que ele comprou cujo perfume ainda está nele. Admite que a paciência dele com tua TPM foi conquistada por outra menina que não contou com a mesma complacência. Que as delicadezas que ele hoje tem contigo não vieram das conversas com os amigos, mas de aulas práticas ministradas por almas do sexo feminino.

Admite que tua mulher não virou mulher em teus braços e que nem por isso é menos encantadora do que aquela primeira que te fez homem. Aceite o fato de que o olhar carinhoso que hoje te derrete foi ensaiado em outros rapazes e que os beijos que agora recebes são jóias lapidadas por outras bocas. Graças a elas, não recebeste um diamante bruto.

Admite que teu amado não é teu. Há nele algo tão “ele” que jamais terás, feito de partes que outras tiveram, feito de um todo que também levarás.

Admite que tua amada não é tua. Há nela um Bruno, um Carlos, um Luís tão dela quanto ela mesma. Amores verdadeiramente amados que nunca morrerão e que a fazem ser quem é, que fazem todos ser quem são.

Admitir isso é o começo do amor.

Fábio Reynol

Fonte: http://diariodatribo.blogspot.com/2007/08/admite.html

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h05
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 10

“Quando achar os virtuosos, julgue como igualá-los. Quando achar aqueles que não são virtuosos, examine a si próprio.”

Confúcio

In: Analectos, Cap. IV, Verso 17.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h11
[ ] [ envie esta mensagem ]





A fruta aberta

Agora sei quem sou.
Sou pouco, mas sei muito,
porque sei o poder imenso
que morava comigo,
mas adormecido como um peixe grande
no fundo escuro e silencioso do rio
e que hoje é como uma árvore
plantada bem alta no meio da minha vida.

Agora sei as coisas como são.
Sei porque a água escorre meiga
e porque acalanto é o seu ruído
na noite estrelada
que se deita no chão da nova casa.
Agora sei as coisas poderosas
que valem dentro de um homem.

Aprendi contigo, amada.
Aprendi com a tua beleza,
com a macia beleza de tuas mãos,
teus longos dedos de pétalas de prata,
a ternura oceânica do teu olhar,
verde de todas as cores
e sem nenhum horizonte;
com tua pele fresca e enluarada,
a tua infância permanente,
tua sabedoria fabulária
brilhando distraída no teu rosto.

Grandes coisas simples aprendi contigo,
com o teu parentesco com os mitos mais terrestres,
com as espigas douradas no vento,
com as chuvas de verão
e com as linhas da minha mão.
Contigo aprendi
que o amor reparte
mas sobretudo acrescenta,
e a cada instante mais aprendo
com o teu jeito de andar pela cidade
como se caminhasses de mãos dadas com o ar,
com o teu gosto de erva molhada,
com a luz dos teus dentes,
tuas delicadezas secretas,
a alegria do teu amor maravilhado,
e com a tua voz radiosa
que sai da tua boca
inesperada como um arco-íris
partindo ao meio e unindo os extremos da vida,
e mostrando a verdade
como uma fruta aberta.

Thiago de Mello

O poema acima foi extraído do livro "Faz escuro mas eu canto", Bertrand Brasil - 1999, Rio de Janeiro, pág. 60.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h05
[ ] [ envie esta mensagem ]





O Amor agita meu espírito
como se fosse um vendaval
a desabar sobre os carvalhos.
(Safo)

______________

EU CONTO...
 
Conto flores no jardim.
Vermelhas ou amarelas.
Conto do começo ao fim.
Conto portas e janelas.
 
Não conto o que dói em mim...

Maria José Limeira

 Mensagem de Safo para Orkut: 

 Mensagem de Maria J. Limeira para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]





Morre Dorival Caymmi (Salvador, 30.04.1914 — Rio de Janeiro, 16.08.2008)

É Doce Morrer No Mar

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

A noite que ele não veio foi
Foi de tristeza prá mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi prá mim

Saveiro partiu de noite foi
Madrugada não voltou
O marinheiro bonito
Sereia do mar levou

Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Dorival Caymmi
 
In: História de pescadores, 1996
Grav. Odeon

Veja Vídeo da Música: http://www.youtube.com/watch?v=0hxL3eVtlpU



- Postado por: Rodrigo às 00h25
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 09

“O homem de bem pensa em nove coisas:

Quando observa, pensa na iluminação;
Quando escuta, pensa na claridade;
Quando adquire compostura, pensa na bondade;
Quando forma a expressão facial, pensa na cortesia;
Quando fala, pensa na lealdade;
Quando serve, pensa no respeito;
Quando duvida, pensa na pergunta;
Quando se enfada, pensa nas dificuldades;
Quando considera a aquisição, pensa na justiça.”

Confúcio

In: Analectos, Cap. XVI, Verso 10.



- Postado por: Rodrigo às 00h05
[ ] [ envie esta mensagem ]





Sorrio

Nem sabes o que para mim significa
Esse sorriso avassalador
Que a minha alma magnífica
E que me predispõe ao Amor

Quanto vejo esse sorriso
Sinto o coração pular
Fico sem jeito nem juízo
Por tanto te querer amar

Teu sorriso é de certeza
A fonte da tua beleza
Pois não há ninguém mais bonita
Desencadeando paixão infinita

No meu sorriso podes ler
Aquilo que tenho para dizer
Tu és linda de morrer
Só contigo quero viver

PEDRO DE SOUSA

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 08

“Em casa, os jovens devem se comportar com lealdade filial, e fora, no mundo, com amor fraternal. Eles devem ser prudentes e de confiança. Eles devem amar todas as pessoas e ficarem próximos aos benevolentes. Tendo feito isto, sua força restante deve ser usada no aprendizado da literatura.”

Confúcio

In: Analectos, Capitulo I, Verso 6.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h28
[ ] [ envie esta mensagem ]





Preciso Me Encontrar

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver...

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar...

Depois, depois
Que eu me encontrar
Quando eu me encontrar

Composição: Candeia

 Veja interpretação de Marisa Monte: http://www.youtube.com/watch?v=doU59v5LxVY&feature=related

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h13
[ ] [ envie esta mensagem ]





“Se queres ser universal
começa por pintar a tua aldeia.”

Leon Tolstoy

_______________

XXIII. Dos Nossos Males

A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...

Mario Quintana

In: Mario Quintana - Poesia Completa
Espelho Mágico
Editora Nova Aguilar
p. 215

 Estas mensagens para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Quando gritas em teus sonhos,
Escuto tua voz no meio da praça
No meio da cabeça,
Cada desejo teu em mim treme
(...)
És a pastora e eu o rebanho
Dorme,
Sou o colchão e o travesseiro
Sou o mundo inteiro
E só tu existes, além disso,
A eternidade é o nosso compromisso."

Pedro Bial (homenagem à sua filha Ana)

Recitado no Programa Altas Horas - 10/05/2008

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 18h36
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 07

“Não se preocupe com os outros que não o compreendem.

Preocupa-se com o fato de você não compreender os outros”

Confúcio

In: Analectos, Capitulo I, Verso 16

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h09
[ ] [ envie esta mensagem ]





O QUE É SER FELIZ?

A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno...

Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações. É ser alegre, mesmo se vier a chorar. É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital. É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque.

É ser sempre jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem. É contar histórias para os filhos, mesmo se o tempo for escasso. É amar os pais, mesmo se eles não o compreenderem. É agradecer muito, mesmo se as coisas derem errado. É transformar os erros em lições de vida.

Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes fatos. É rir de suas próprias tolices.

É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções. É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias. É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida... Quais dessas características você possui?

Quem conquista uma vida feliz? Será que são as pessoas mais ricas do mundo, os políticos mais poderosos e os intelectuais mais brilhantes?

Não! São os que alcançam qualidade de vida no palco de sua alma. Os que se libertam do cárcere do medo. Os que superam a ansiedade vencem o mau humor, transcendem os seus traumas. São os que aprendem a velejar nas águas da emoção. Você sabe velejar nessas águas ou vive afundando?

Augusto Cury
 
In: Dez Leis Para Ser Feliz
Editora Sextante, p. 6



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 06

君子喻於义,小人喻於利。

“O homem de bem está à vontade sem ser arrogante;
o homem insignificante é arrogante sem estar à vontade"

Confúcio

In: Os Analectos, Capítulo XIII.

 Esta mensagem para Orkut: 



- Postado por: Rodrigo às 00h15
[ ] [ envie esta mensagem ]





Esse texto NÃO é de Chico Buarque, nem de Nelson Rodrigues

Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos que não podem
mais voltar...
Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente
se impõe às vezes, para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.

Tampouco é a pausa involuntária que o destino
nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a
nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto...
 
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão pela nossa Alma!

Fátima Irene Pinto

In: Palavras para Entorpecer o Coração
P. 79

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h09
[ ] [ envie esta mensagem ]





As pombas

Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...

Raimundo Correia

O soneto ora apresentado foi publicado no livro "Sinfonias", Livraria Editora de Faro & Lino - Rio de Janeiro, 1883, e extraído de "Poesias completas", organização, prefácio e notas de Múcio Leão, Ed. Nacional - São Paulo, 1948, p.38. (Itaú Cultural - Panorama Poesia e Crônica).

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 05

“Aprender e praticar o que se aprendeu frequentemente é prazer, não é? Ter amigos que vêm de longe é felicidade, não é? Ficar inabalável quando não compreendido pelos outros é nobreza, não é?"

Confúcio (551 a.C. - 479 a.C.)

In: Analectos, Capitulo I, Verso 1

 Esta mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h24
[ ] [ envie esta mensagem ]





Poema a Boca Fechada

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei
Pois que a língua que falo é doutra raça.

Palavras consumidas se acumulam
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vasa de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em me não conhecem.
 
Nem só lodos a se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
 
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quanto me calei,
Não poderá morrer sem dizer tudo.

José Saramago

Os Poemas Possíveis,
2ª edição, Editorial Caminho, Lisboa, 1982

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h15
[ ] [ envie esta mensagem ]





Recado para aquele

Aos amores que me entrego
Dedico a eles meus dias e minha arte
Tudo à minha volta tem de mim uma parte
Na decisão tenho a força de ser
Sendo eu
Posso escolher

As escolhas são minhas
Se faço o que quero é porque decidi
Que assim será do meu jeito, o certo
Do seu jeito eu posso escolher o que mais me apraz
Mas não vou fazê-lo
Não mais!

Se quero doce, dizes salgado
Se quero afeto, escolhes amargo
Já não tenho tempo para ti
Mandei ir embora e assim mesmo voltou
Misericódia, Senhor!

Carolina Lima

Fonte: http://poetizomeumundo.blogspot.com

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 04

"Não imponha aos outros
o que tu próprio não desejas.
O homem de bem exige-se a si próprio,
o homem mesquinho exige aos outros"

Confúcio (551 a.C. - 479 a.C.)

In: Os Analectos, Capitulo XV, verso 20

 Esta mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h09
[ ] [ envie esta mensagem ]





Motivo da Rosa

A rosa, bela infanta das sete saias
e cuja estirpe não lhe rouba, entanto,
o ar de menina, o recatado encanto
da mais humilde de suas aias,
a rosa, essa presença feminina,
que tanto excita como tanto acalma,
a rosa... é como estar junto da gente
um corpo cuja posse se demora
- brutal que o tenhas nesta mesma hora,
em sua virgindade inexperiente...
Rosa, ó fiel promessa de ventura
em flor... rosa paciente, ardente, pura!

Mario Quintana

Mario Quintana - Poesia Completa
Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
Editora Nova Aguilar
p. 406

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h06
[ ] [ envie esta mensagem ]





Os beijos nunca acabam

Os beijos [es]tão na criança e a criança tem
muitos beijos.
Se não teria beijos, o mundo teria acabado.
O velhinho, a velhinha, o adulto, a mulher,
O adolescente, a criança, todas as pessoas,
até os bichos também têm.
Mas tem uma coisa, porque o beijo é do amor.
A minha bisavó também tem.

Rosa Ciavatta

In: Informativo da Escola OGA MITÁ
• Ano XXI • Nº 04 •
Rio de Janeiro, 26 de maio de 2006.



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 03

"Uma vez passei o dia todo pensando, sem comer nada, e toda noite pensando sem ir para a cama, mas descobri que nada ganhei com isso. Teria sido melhor gastar o tempo estudando.”

Confúcio  (551 a.C. - 479 a.C.)

In: Os Analectos, Capitulo XV, Verso 30.

 Esta mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h12
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Quando o coração sofre pelo que foi perdido
o espírito se alegra com o que ficou."
Epigrama Sufi

_____________________

AMOR-PAIXÃO

Separar do amor
a alucinada imagem
distinguindo o que é deserto
do que é miragem
- quem há-de?

Difícil é separar o raio
do trovão.
Em certas horas do dia
se está na luz e escuridão.

Apartar os dedos da mão
- quem é tal cirugião?
Esta a ilusão de Caim
ao matar o próprio irmão.

Separar a parte sã
da doentia parte
quem no amor-paixão
teria tal perícia e arte?

Affonso Romano de Sant'Anna 

In: Vestígios

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h07
[ ] [ envie esta mensagem ]





Escrevo-te

Escrevo-te com ternura as palavras que o meu coração dita.

Escrevo-te para espantar a solidão das minhas noites sem
lua e acalentar os meus dias tristes.

Com palavras nuas e transparentes, escrevo-te, para
confortar o meu coração e acalmar minha alma.

Escrevo-te para falar-te dos sentimentos que assolam meu
coração.

Escrevo-te um verso de amor para envolver-te com os meus
sentimentos e amenizar essa dor.

Escrevo por entre linhas, apenas para lhe dizer: Eu te amo!

Escrevo-te, meu amor.
E continuarei a escrever-te, porque a escrita me aproxima
ainda mais de ti.

Andréa R. Costa

Escrevo porque a escrita me liberta de mim!

Fonte: http://www.euautor.com.br/obra_mostra.asp?IDTexto=13086&IdTipo=5&IdCat=17



- Postado por: Rodrigo às 00h03
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 02

Quando um homem é capaz de resistir à difamação e às lamentações, o homem mostra-se perspicaz. Mas ser perspicaz é, também, ser capaz de aceitar o seu lugar na sociedade. Esta aceitação do lugar que cabe a cada um na estrutura social, definiu-a Confúcio da seguinte forma:

"Deixe que os senhores sejam senhores,
que os súditos sejam súditos,
que os pais sejam pais,
que os filhos sejam filhos"

Confúcio

In: Os Analectos, Capitulo XII, Verso 11


 Esta mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h10
[ ] [ envie esta mensagem ]





“Caráter, como uma boa sopa, é feito em casa.”
(Anônimo)

_________________

Não há uma expressão exata,
Para definir o que quero e preciso dizer...
Mas quem sabe agora consigo expor em palavras,
O que estou tentando em pensamentos.
Posso chamá-lo perfeitamente de amigo,
Pois cuida de mim há muitos e muitos anos,
E nunca reclamou disso,
Até curtia todos os momentos aventureiros que juntos tivemos.
Saiba que é maravilhoso ter alguém como você,
Cuidando e amando...
Saber que tem alguém que reza pelo simples fato de estar tudo bem.
Alguém que se preocupa, que vela pelo meu sono.
Você tem as melhores qualidades de um pai,
Não afirmo isso apenas porque é o meu pai,
Mas porque eu sei como é ter alguém especial do meu lado.



- Postado por: Rodrigo às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]





O afeto

H. Bloomfield soube que o pai fora hospitalizado de repente:

“Enquanto viajava para New York, pensava que tinha chance de fazer com que esta visita fosse diferente das demais. Sempre tive medo de mostrar meu afeto, sempre quis manter a mesma distância prudente que meu pai mantinha comigo. Quando o vi na cama, cheio de tubos, dei-lhe um abraço. Ele se surpreendeu”.

“Abraça-me também, papai”, eu pedi. Ele me havia educado dizendo que um homem nunca demonstra seus sentimentos. Mas insisti. Papai levantou os braços e me tocou. Ali estava eu pedindo a meu pai que me mostrasse o quanto me queria - embora eu já soubesse.

“Senti suas mãos na minha cabeça e - pela primeira vez - escutei as palavras que seus lábios jamais haviam pronunciado: “TE AMO”. E, a partir do momento em que teve coragem de mostrar seu amor, recuperou sua vontade de viver”.

Paulo Coelho

Fonte: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/2007/09/12/o-afeto/



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





Um Mundo, um Mestre – Parte 01

吾十有五而志於學,三十而立,四十而不惑,五十而知天命,六十而耳順,七十而从心所欲,不逾矩。

"Aos quinze anos, dediquei o meu coração à aprendizagem; aos trinta, estabeleci a minha posição; aos quarenta, fiquei livre de dúvidas e ilusões; aos cinquenta, compreendi o meu destino; aos sessenta, conhecia a verdade de tudo quanto tinha ouvido; aos setenta, podia seguir os desejos do meu coração sem fazer mal."

Confúcio - 551 a.C. - 479 a.C.

In: Os Analectos, Capitulo II, verso 4

Nota: Os Analectos (論語 ou 论语 ou Lún Yǔ), Anale(c)tos de Confúcio, ou Diálogos de Confúcio constituem o livro doutrinal mais importante do Confucionismo e é constituído por uma seleção de textos atribuídos a este pensador chinês e aos seus discípulos. Os Analectos são compostos por capítulos, aparentemente sem conexão seqüencial, nos quais são abordadas as virtudes, ensinamentos morais, qualificações como a “benevolência”, que ele considerava a qualidade mais importante que um homem pode ter. Com o advento dos Jogos Olímpicos XXIX em Pequim, até o dia 24 / 08 / 2008 (último dia de competição), publicarei diariamente um ensinamento de Confúcio.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

 Esta mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h48
[ ] [ envie esta mensagem ]





Atenção ao Sábado

Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.

No sábado é que as formigas subiam pela pedra.

Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.

De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.

Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?

No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.

Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.

Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.

Domingo de manhã também é a rosa da semana.

Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

Clarice Lispector

Texto extraído do livro "Para não Esquecer", Editora Siciliano - São Paulo, 1992.



- Postado por: Rodrigo às 00h35
[ ] [ envie esta mensagem ]





Dois destinos

A fruteira pro canto afastada
Refaz todo o silencio do ambiente
Numa agonia atroz e renitente
Das vidas por aqui passadas

E os móveis num mudo segredo
Guardam de tudo o pouco que restou
De duas vidas que o tempo levou
E que agora vivem no degredo

Duas vidas, duas sinas, dois destinos
A viverem estranho desatino
De estarem sob o mesmo teto

Duas vidas, duas sinas, dois destinos
A viverem mundo peregrino
De sentimentos inquietos

OSVALDO PASTORELLI

05.05.99 
 

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h53
[ ] [ envie esta mensagem ]





AS TRÊS PENEIRAS

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras? - indagou o rapaz.

- Sim ! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates: 

- Se passou pelas três peneiras, conte !!! Tanto esse alguém, quanto eu e você seremos beneficiados. Caso contrário esqueça e enterre tudo. Será fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos sempre ser a estação terminal de qualquer comentário.

AUTOR DESCONHECIDO

In: Tesouros dos remédios da alma
J. M. Phronesis
Liderança Motivação e Cooperação
Jardim dos Livros, p. 32



- Postado por: Rodrigo às 00h06
[ ] [ envie esta mensagem ]





"Amar é admirar com o coração.
Admirar é amar com o cérebro"

Theóphille Gautier

__________________

Fiquei pensando

Não quero que alguém morra de amor por mim... Prefiro esse alguém bem pertinho me abraçando.

Não quero que alguém me ame como eu amo. Quero apenas que me ame.

Não quero que alguém seja igual a mim. Porque quero ser a única pessoa do jeitinho que sou para alguém.

Não posso pretender que todas as pessoas gostem de mim. Mas posso imaginar que algumas gostem. E talvez um sorriso meu possa fazer pelo menos que uma dessas pessoas sorria também!

Quero fechar meus olhos e pensar em alguém e imaginar que alguém pensa em mim.

Quero ser um pedacinho do mundo de alguém e saber que esse alguém precisa de mim e que sou importante e que talvez sem mim a vida não fique tão boa.

Quero ter certeza que apesar das minhas burrices e loucuras alguém gosta de mim como eu sou!

Quero conseguir só lembrar das coisas boas que alguém possa ter feito pra mim e procurar não me lembrar das ruins.

Não quero brigar com o mundo e se o mundo brigar comigo quero ter coragem de enfrentar.

Quero sempre poder dizer o quanto alguém é especial e importante pra mim.

Quero poder acreditar que mesmo que hoje eu não consiga, vou conseguir um dia!

Quero poder sempre dizer a alguém que gosto dele e o quanto gosto e como gosto!

Se você tem um alguém, alguém especial e importante na sua vida, não deixe de dizer isso... Talvez alguém goste de escutar!

Autor desconhecido

Fonte: http://amandaprates.zip.net/



- Postado por: Rodrigo às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]





Não faça do seu coração uma estrada onde muitos passam.
Faça dele um lugar onde só fica quem merece...

__________________

Palma com Palma

Coração e coração, e gosto de alma
No mais fundo do corpo desvendado.
Já a pele não separa, que as palavras
São espelhos rigorosos da verdade
 
E todas se articulam deste lado.
Linhas mestras da mão abram caminho.
Onde possam caber os passos firmes
Da Rainha e do rei desta cidade.

José Saramago

In: Provavelmente Alegria
Lisboa, Editorial Caminho, 1985.
pág. 98

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h05
[ ] [ envie esta mensagem ]





A vida não é uma novela...
E eu não sou um bom ator...
Nem todo amor traz felicidade,
Mas não há felicidade sem amor...

Devemos dar valor ao que somos,
Ser transparentes e não fingir...
Porque dizer palavras que não são suas,
Deixa o coração triste mesmo com os lábios a sorrir...

Enganar não é tão dificil,
Eu posso até conquistar alguém...
Passar-me por quem não sou,
Posso até te fazer amar...

Mas no final eu saio perdendo,
Pois não conquistei o seu amor...
Você amou meu personagem,
É na mentira que o amor perde o seu valor...

Por isso não tenho medo,
O que eu penso não deixo de falar...
Se não compreende minhas singelas palavras,
Leia o que está escrito no meu olhar...

Eu sou eu mesmo...
Reconheço meu valor,
Sou simples e verdadeiro,
E principalmente, não sei viver sem amor...

Autoria Desconhecida

 Imagem da mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





(...) E era bom. "Não entender" era tão vasto que ultrapassava qualquer entender - entender era sempre limitado. Mas não entender não tinha fronteiras e levava ao infinito, ao Deus. Não era um não entender como um espírito. O bom era ter inteligência e não entender. Era uma benção como a ter loucura sem ser doida. Era um desinteresse manso em relação às coisas ditas do intelecto, uma doçura de estupidez. (...)

Clarice Lispector

In: Uma aprendizagem ou O Livro dos Prazeres
8a. ed, RJ: Editora Nova Fronteira, 1980
p. 44

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 21h09
[ ] [ envie esta mensagem ]





Esse texto NÃO é de Pedro Bial !

"TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA"

(ALL I REALLY NEED TO KNOW I LEARNED IN KINDERGARTEN)

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia. Estas são as coisas que aprendi lá:

1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer.
9. Dê descarga. (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco...desenhe...pinte...cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.
18. Agradeça a Deus antes de dormir (seja lá qual for sua crença)

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e ai verá como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.

Robert Fulghum

Sítio do escritor: http://www.robertfulghum.com/

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h10
[ ] [ envie esta mensagem ]





 

As seis cordas

A guitarra
faz soluçar os sonhos.
O soluço das almas
perdidas
foge por sua boca
redonda.
E, assim como a tarântula,
tece uma grande estrela
para caçar suspiros
que bóiam no seu negro
abismo de madeira.

Federico Garcia Lorca

A poesia acima foi extraída de sua "Antologia Poética", Editora Leitura S. A. - Rio de Janeiro, 1966, pág. 17, tradução e seleção de Afonso Felix de Sousa.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





“O medíocre discute pessoas.
O comum discute fatos.
O sábio discute idéias."

Provérbio chinês

_____________________

“Deus pode ser uma negra noite escura,
 mas também um flambante sorvete de cerejas”

Frase de Hilda Hilst, dita ao escritor Caio Fernando Abreu.

 Mensagem do Provérbio Chinês para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h18
[ ] [ envie esta mensagem ]





Quando ela dorme parece que todo o quarto dorme.
É como se a própria cama dormisse.

(…)
Quando ela adormece, adormece o mundo e aí eu aproveito para viajar.
Gosto de viajar quando o mundo dorme
porque assim consigo ver as coisas a respirarem naturalmente.
Só se é natural quando se dorme.
Quem acorda, acorda os instintos de sobrevivência.
É melhor andar por cima da terra quando ela dorme, do que quando ela quer sobreviver.
Quando a Natureza dorme podemos correr à vontade pois será impossível sermos lentos ou demasiado rápidos.
O nosso ritmo é o certo.
Tudo vive no seu sítio e nós observamos, acordados, as coisas do alto.

(…)
Ela adormece o mundo para eu passar
e só quando eu estou em total segurança é que ela acorda.
É estranho: ela protege-me quando dorme.
Protege-me quando dorme.

Gonçalo M. Tavares

In: O homem ou é tonto ou é mulher.
Porto: Campos das Letras (2002)



- Postado por: Rodrigo às 00h08
[ ] [ envie esta mensagem ]





Cores da Paixão

Permiti que você entrasse em
minha vida, abri as portas de
minha fortaleza chamada
sentimentos e você sutilmente
foi minando e fragilizando a
muralha que eu havia construído
em torno do meu coração...

Pacientemente você foi me mostrando
um universo até então desconhecido
para mim ...

O arco-íris possuía cores belas e
vivas, fui pouco a pouco me
tornando submissa aos seus encantos,
sua sutileza era como explosivos
transformando em poeira
minhas muralhas e medos,
você me fez reaprender a grandeza
do amor, e quando eu menos esperava
me vi envolvida por esta linda
realidade, realidade esta que
me faz ser totalmente dependente
da sua existência ...

Hélio Marques



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





Morre escritor russo Alexander Solzhenitsyn (1918-2008)

“No fim da guerra civil, e como sua conseqüência natural, abateu-se sobre a região do Volga um ano de fome como nunca se tinha conhecido. Como isso não adorna muito a coroa de glória dos vencedores desta guerra, falam sobre ele entre os dentes e sem ir além de duas linhas. E no entanto essa fome chegou até ao canibalismo, até aos pais comerem os seus próprios filhos. Nunca uma fome assim tinha sido conhecida na Rússia, nem sequer no ‘Tempo dos Tumultos’ (então, como testemunham os historiadores, os cereais mantinham-se debaixo da neve durante vários anos, sem serem colhidos). Um só filme sobre essa fome poderia projetar uma luz nova sobre tudo o que vimos e tudo o que sabemos acerca da Revolução e da guerra civil. Mas não há nem filmes, nem romances, nem estudos estatísticos – é algo que se procura esquecer, que não embeleza”

Alexander Solzhenitsyn

In: Arquipélago Gulag, pg. 331-332

O escritor serviu no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas se tornou um dos mais conhecidos dissidentes durante a era Soviética, enfrentando a perseguição do regime e sendo posteriormente preso e enviado para campos de trabalho forçados. A experiência resultou em alguns dos seus livros mais famosos, como "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich" e "Arquipélago Gulag", sendo premiado com o Nobel de Literatura em 1970. Após a publicação de "Gulag", em 1974, uma história monumental sobre o estado policial soviético, é considerado um traidor da pátria e é exilado. Estabeleceu-se nos Estados Unidos, retornando a sua terra natal somente em 1994.



- Postado por: Rodrigo às 10h01
[ ] [ envie esta mensagem ]





Esse texto Não é de Luis Fernando Veríssimo!

Dez coisas que levei anos para aprender...

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha)

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda Nunca sua carreira com sua Vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Autoria Desconhecida



- Postado por: Rodrigo às 00h07
[ ] [ envie esta mensagem ]





Pedras no caminho? Eu guardo todas.
Um dia vou construir um castelo.

Nemo Nox

__________________

Canção

Viver não dói. O que dói
é a vida que não se vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o próprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido

Emilio Moura

 Essa Mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ]





In: Aprendendo a Viver, 2004

Medo da eternidade

“Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: - Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.”

Clarice Lispector

 Essa Mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 14h25
[ ] [ envie esta mensagem ]





Nem tudo precisa ser de Drummond para ser admirável!

Atenção Leitores !!! Confiram bem o que andam lendo e repassem corretamente. Não são de Carlos Drummond de Andrade, por não constar NENHUM referencial bibliográfico, fidedigno:

Almas Perfumadas ("Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta...") Autoria: Ana Cláudia Saldanha Jácomo

Ame... Ame com amor ("Encontre nos seus sentimentos a sua alegria. Não procure nos valores materiais a sua tristeza. Ame... Ame com amor. e jamais com interesse...") Autoria Desconhecida

Conselhos de um velho apaixonado/ Dádiva de amor/ Amor Verdadeiro ("Quando encontrar alguém e esse alguém...") Autoria Desconhecida

Desejo a você / DESEJOS ("Fruto do mato, Cheiro de jardim...") Autoria Desconhecida

Falar é fácil / Reverência ao Destino ("Falar é completamente fácil, quando se tem palavras...") Autoria Desconhecida

Faxina na Alma / Limpeza da alma/ Recomeço(ar) ("Não importa onde você parou..." - Se tiver a frase final: "Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura" de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, provavelmente foi adicionada pelo repassador ) Autor: Paulo Roberto Gaefke

Feliz Olhar Novo ("O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história...") Autoria Desconhecida

Gosto (“Gosto de gente com brilho nos olhos, que incendeia os outros com a chama do fogo da paixão...”) Autoria Desconhecida

Sobre namorados / Ter ou não namorado ("quem não tem namorado tirou férias de si mesmo...") Autor: Artur da Távola.

Torcida ("Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você...") Autora: Liliana Barabino

Essas são clássicas: “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos." (Mary Cholmondeley). "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." (Tim Hansel).

Com certeza já nos deparamos com alguns dos textos acima citados pelo menos uma vez, seja pelo orkut, e-mail etc. Ajude-nos a combater a "epidemia" que vem trocando os nomes na Literatura, repassando os nomes corretamente ou mantendo da forma original mesmo os de Autoria Desconhecida, até então (caso ainda os autores não tiverem sido identificados), para que não prolifere nos blog(ues), que ainda não se preocupam em identificar a veracidade dos dados bibliográficos. Dúvida sobre autoria de algum texto? Esse blog nasceu para isso! Iremos procurar com o maior prazer a autoria...



- Postado por: Rodrigo às 00h22
[ ] [ envie esta mensagem ]





Busco-te

Busco-te a todo o momento com todo meu sentimento.

Busco-te nos sonhos das noites, quando o desejo
rouba-me a paz.

Busco te encontrar além da eternidade de um
momento, mas onde estaria você?

Busco-te em meu silêncio, deixaste-me ao desalento,
perdida em meus pensamentos.

Busco o teu olhar, mas não o encontro. E longe dos
seus olhos, o meu coração te chama.

Busco-te em todos os cantos do meu mundo, e se
soubesses o quanto te amo, deixarias que o meu
sentimento te alcança-se.

Andréa R. Costa

Palavras podem não dizer o que o coração sente, mais
fazem sentir o que o coração "
DIZ"

Fonte: http://www.euautor.com.br/textos.asp?IDTexto=12304



- Postado por: Rodrigo às 00h05
[ ] [ envie esta mensagem ]





É no silêncio que surgem as idéias mais brilhantes...
É no escuro que a saudade acende...

_______________

Levar-te à boca,
beber a água
mais funda do teu ser -

se a luz é tanta,
como se pode morrer?

Eugénio de Andrade

 Essa Mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 19h16
[ ] [ envie esta mensagem ]





 

A mais pura e simples verdade,
raramente é pura e nunca é tão simples.

Oscar Wilde

__________________

Faces Ocultas

Oh, amor, que face se revelará totalmente
Na deliciosa brincadeira dos amantes,
Para que te somes aos dois errantes
A fim de reinares eternamente?

Da resposta fazes o suspense
Na profusão de bocas desapareces,
Nos ousados beijos te enriqueces,
Ordenando que não mais se pense.

E o divertido jogo assim continua,
Pequenas pistas que se somam
Na busca incessante da face nua.

Distantes, os corpos se chamam:
"Ocultam-se" um do outro mas se amam
Noite escura... lua nua... face tua.

Deanna Troi



- Postado por: Rodrigo às 00h19
[ ] [ envie esta mensagem ]





Eu sempre fui o pastor do teu riso,
a infância de tua morte,
a eternidade de tua voz.
Eu sempre fui o grito de tua nudez,
as vestes de teu pensamento,
a música de tua carne.
Em ti dissolvi o mar,
as constelações,
as mais ásperas paisagens.
Em ti respirei os abismos,
as interditas palavras,
as horas mais efêmeras.
Fomos dois punhais surdos
a cortar o silêncio das pedras.

Magnus Enckell



- Postado por: Rodrigo às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]





Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou.

Extensão parada
Sem nada a estar ali,
Areia peneirada
Vou dar-lhe a ferroada
Da vida que vivi.

Fernando Pessoa

 Essa Mensagem para Orkut:



- Postado por: Rodrigo às 23h43
[ ] [ envie esta mensagem ]





Novo Layout do Blog Belas Mensagens

Quando não se pode voltar,
só devemos ficar preocupados
com a melhor maneira de
seguir em frente...

____________________

AS POSSIBILIDADES PERDIDAS

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.

Martha Medeiros



- Postado por: Rodrigo às 20h55
[ ] [ envie esta mensagem ]





Só por hoje

Queria tê-lo ao meu lado, tocá-lo, e apenas por um instante esquecer-me.

Queria só por hoje estar contigo, adormecer em teus braços, beijar-te suavemente e afogar-me nas profundezas de teu olhar.

Só por hoje
Queria aquecer-me em teu corpo, sentindo teu coração disparar querendo-me tua.

Queria só por hoje ler os teus mais profundos pensamentos e penetrar no íntimo do teu coração.

Hoje tudo o que eu queria era poder te tocar, sentir e ouvir teu coração.

Só hoje
Queria sentir o amor perto de mim...
Queria viver em ti para perder-me e encontrar-me no aconchego dos teus braços.

Andréa R. Costa

Hoje, escrevo para aliviar essa alma de mulher sensível que precisa ser forte.

Fonte: http://www.euautor.com.br/textos.asp?IDTexto=12042



- Postado por: Rodrigo às 00h04
[ ] [ envie esta mensagem ]





MULINHA

A mulinha carregada de latões
vem cedo para a cidade
vagamente assistida pelo leiteiro.

Pára à porta dos fregueses
sem necessidade de palavra
ou de chicote.
Aos pobres serve de relógio.
só não entrega ela mesma a cada um seu litro de leite
para não desmoralizar o leiteiro.

Sua cor é sem cor.
Seu andar, o andar de todas as mulas de Minas.
não tem idade - vem de sempre e de antes -
nem nome:  é a mulinha do leite.
É o leite, cumprindo ordem do pasto.

Carlos Drummond de Andrade

Antologia Poética
37ª. ed. RJ: Editora Record
p. 251-2



- Postado por: Rodrigo às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]